Trajetórias e amor ao Direito no Dia da Advocacia

Eles são indispensáveis à administração da Justiça. E neste 11 de agosto, Dia da Advocacia, buscamos histórias de vida e de amor ao Direito através de gerações. Os desafios profissionais que começam já na escolha do curso, as motivações e caminhos que levaram advogadas e advogados a escolherem a carreira jurídica, as conquistas e realizações. Esses são alguns dos relatos que buscamos como forma de homenagear a todos que fazem da advocacia uma missão de vida.

Com a carteira da OAB/SE recém conquistada, Blanda Vieira da Silva foi oradora da turma formada por 200 novos advogados que receberam a carteira na solenidade do último dia 3 de agosto.

“Decidir seguir a rota do Direito não foi uma escolha fácil, mas hoje posso ver que foi a escolha certa. Há 12 anos quando tomei essa decisão não sabia bem os caminhos que meus pés trilhariam, tampouco o quanto amadureceria. Hoje, porém, vejo no Direito uma grande oportunidade de deixar uma marca no mundo e um complemento para minhas aspirações como pessoa. Ter sido escolhida por colegas, meus pares, para representá-los durante a solenidade de ingresso dos novos advogados foi uma honra e uma alegria incomensuráveis. Escrevi meu discurso com muito carinho, expressando os meus mais sinceros desejos, não apenas para mim, mas para todos que estavam compartilhando aquele momento de coroação de nossos esforços e sonhos. Quis na oportunidade inspirar e encorajar meus colegas a viverem o Direito e a advocacia não apenas como um status e sim como uma aspiração e vocação, a ser realizada com amor, paciência e perseverança mesmo nos momentos mais difíceis, pois a vida é cheia de possibilidades e quem procura, acredita e faz por merecer sempre encontra o que está buscando. Assim, para o futuro tenho grandes esperanças, acredito na advocacia, e apesar de não saber o que me reserva a estrada a partir deste momento pretendo seguir me aperfeiçoando e trabalhando ainda mais”, destacou Blanda Vieira da Silva, oradora da turma formada por 200 novos advogados que receberam a carteira da OAB/SE no último dia 3 de agosto.

Aos 81 anos, e mais de trinta dedicados à advocacia, Dra. Maria Carmem Alves, é outro grande exemplo de dedicação e amor à carreira jurídica.

“Me formei em 1985, são 32 anos de dedicação à advocacia. Durante um bom período, além de advogar, me dediquei juntamente com outras nove colegas ao trabalho de assistência jurídica gratuita, aqui mesmo no prédio onde hoje é a Caixa de Assistência dos Advogados, pois era a antiga sede da nossa OAB. Essa ação era voluntária, mas me dava um enorme prazer, me sentia útil e era algo muito procurado pela população sergipana. A advocacia é uma paixão até hoje, uma área valorosa, um trabalho que dignifica não somente o advogado, a advogada, mas a OAB como um todo. Esse envolvimento com a rotina de audiências, com o trabalho voluntário na Ordem dos Advogados em Sergipe, mas também em conjunto com outras OAB’s, era maravilhoso. O balanço que faço de minha trajetória na área jurídica diante de tudo que vivenciei enquanto advogada é de importantes realizações e grandes conquistas”, disse.

Com um ano de dedicação à carreira, o advogado e jornalista Thiago Noronha Vieira, enfatiza que o anseio por transformar a realidade das pessoas se concretizou com a escolha pelo Direito.

“Quando fiz Jornalismo, a minha intenção era mudar de alguma forma a realidade ao meu redor. Então, fazendo comunicação eu conseguiria mostrar a realidade do outro, as mazelas da sociedade. Quando me formei, percebi que mostrar só não bastava, não conseguiria transformar aquela realidade diretamente. Foi mais ou menos no meio do curso, que surgiu a ideia de fazer Direito. Entrei de forma despretensiosa, cursei as duas faculdades ao mesmo tempo e ao longo do curso fui me encontrando. Na época, já trabalhava como assessor de comunicação na Caixa de Assistência dos Advogados, a CAASE, e por causa disso comecei a ter contato com vários advogados em várias fases, sejam iniciantes, aqueles já estabilizados na carreira e aqueles que já estavam encerrando suas carreiras e tudo isso me deu uma visão muito mais ampla da advocacia. É uma profissão que exige muita dedicação, muito estudo, perseverança principalmente. Quando passei no Exame da Ordem ainda estava estudando e já tem aproximadamente um ano que comecei a advogar. Hoje, me desvinculei da profissão de jornalista e me dedico totalmente à advocacia e acredito que atingi aquele ideal almejado há uns anos atrás que é o de transformar a realidade das pessoas, no caso dos meus clientes. Acredito que isso é o que há de mais gratificante nesta profissão. Tenho pautado minha atuação na advocacia nesta busca, onde não podemos esperar as coisas acontecerem e sim ir em busca, correr atrás das coisas. Minha ida para a Escola Superior de Advocacia foi meio que natural, pois ainda enquanto jornalista e estudante de Direito, já era ‘assediado’ no bom sentido da palavra para me unir aos coordenadores assim que me formasse e é um trabalho muito gratificante, valoroso realizado por todos, o modo como o Direito é pensado, a formulação dos cursos, enfim, é algo muito bom de se fazer”, ressaltou.

Com uma longa trajetória no meio jurídico, Dra. Maria José Porto, ressalta a responsabilidade desta grande missão que é a advocacia.

“Costumo dizer que a advocacia é uma grande missão para quem a escolhe como caminho profissional. É antes de tudo exercer uma função social importantíssima na promoção da justiça e isso se traduz em igualdade de acesso ao direito a todos, sem distinção. Para os que estão chegando agora, ressalto que assim como em qualquer profissão, nem tudo são flores. O caminho é árduo, é preciso determinação, perseverança e insistência por muitas vezes para conquistar o sucesso. O balanço que faço de minha longa carreira é de muitas conquistas, grandes desafios, mas de satisfação acima de tudo pelo trabalho bem realizado”, enfatizou.

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